"Tem gente que gosta de sangue para vender", diz vereador
Alguns vereadores não gostaram das cobranças feitas por parte da imprensa local, incluindo a Rádio Cidade, sobre o silêncio adotado pela Câmara Municipal na primeira sessão (terça-feira, 31/3), após a Operação Arrastão desencadeada pela Polícia Federal em Brusque e que culminou com a prisão do também vereador Ademir Braz de Sousa (PMDB). Dentre eles, o mais ferrenho na indignação foi o petista Valmir Ludvig.
Embora não tenha deixado explícita, a indignação do petista era quanto à palavra ‘conivência, utilizada em uma reportagem no site da Rádio Cidade. "Acho engraçado que tem gente que veio aqui na terça-feira, e por isso que digo que o papel da imprensa às vezes tem que ter um certo cuidado, e depois colocou lá conivência. Aliás, tem gente que gosta de sangue. Gosta de sangue para vender", alfinetou o líder do governo.
Entre frases irônicas e brincadeiras, o vereador defendeu a postura adotada pelo Legislativo no que diz respeito ao caso que envolve o colega, detido pela Polícia Federal. Outros quatro vereadores, Dejair Machado (DEM), Jonas Paegle (DEM), Alessandro Simas (PR) e Edson Rubem Muller (PP), também se pronunciaram a respeito do assunto. Praticamente todos foram unânimes em dizer que cabe à Câmara aguardar o resultado das investigações para se posicionar.
Entretanto, o democrata Jonas Paegle, que é o corregedor da Câmara, seguiu na mesma linha do petista ao se referir às cobranças da imprensa. "Como corregedor da Casa, gostaria de deixar bem claro que o problema é do vereador Ademir e não está relacionado diretamente conosco. Não vamos aceitar pressão. Não podemos nos deixar levar pela emoção ou pelo sensacionalismo que existe", declarou ele, afirmando ainda que será instituída uma comissão quando forem concluídas as investigações da Polícia Federal.
A discussão toda se originou quando da votação do requerimento que solicitava licença de Ademir por 90 dias. O documento foi aprovado por unanimidade dos vereadores presentes.


